1º Encontro da Rede Brasileira de Estudos da China – RBCHINA

Tendo como base a liberdade de opinião e de abordagens teóricas e o respeito mútuo, a Rede Brasileira de Estudos da China (RBCHINA) começou a se articular em novembro de 2017 e hoje construiu uma rede com mais de 140 pessoas espalhadas pelos diversos estados brasileiros e também em outros países.

Com vistas a congregar esta comunidade, a Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – PUC – MINAS, que atualmente coordena os trabalhos da nova entidade, irá sediar o I Encontro da Rede Brasileira de Estudos da China – RBCHINA: Brasil e China num contexto de incertezas mundiais, na cidade de Belo Horizonte, nos dias 22 e 23 de outubro de 2018. Este evento contará com a participação de especialistas brasileiros e chineses de diferentes campos de atividade, que discutirão os papéis de Brasil e China na política internacional, os desafios impostos pelo novo cenário econômico mundial, as transformações políticas e sociais recentes da China, os múltiplos aspectos das relações sino-brasileiras e ainda alguns componentes essenciais da filosofia e da cultura chinesas. Além de propiciar um espaço para o intercâmbio de experiências entre os especialistas chineses e seus pares brasileiros, o I Encontro da Rede Brasileira de Estudos da China tem por objetivo despertar o interesse dos estudantes brasileiros neste promissor campo de pesquisa.

O evento conta com o apoio da Embaixada da China no Brasil e da Associação de Amizade do Povo da China com os Países Estrangeiros (uma entidade vinculada ao Ministério de Relações Exteriores da República Popular da China), que estão organizando a vinda ao Brasil dos acadêmicos chineses.

Para mais informações sobre o evento e programação completa clique na imagem abaixo

Seminário CHINA

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

X Cúpula do BRICS: reivindicações e arranjos para um sistema internacional multilateral

Por Leonardo Ramos; Javier Vadell; Ana Rachel Fortes

 

 “O BRICS na África: Colaboração para Crescimento Inclusivo e Prosperidade Comum em meio à 4° Revolução Industrial” foi o tema da X cúpula dos BRICS que ocorreu, entre os dias 25 e 27 de julho, na cidade de Joanesburgo na África do Sul. O tema deste ano é reflexo de uma das prioridades centrais dos membros do bloco, que consiste na ampliação de suas parcerias bem como da preocupação chinesa com as questões relativas à chamada 4ª Revolução Industrial ou Revolução 4.0 (BRICS, 2018). Dentre as pautas discutidas destacam-se: Primeiro, a possibilidade de um aprofundamento da cooperação econômica entre os países membros, para um crescimento inclusivo em meio aos avanços da quarta revolução industrial; segundo, a criação do Escritório Regional das Américas do Novo Banco de Desenvolvimento do BRICS (NBD), em São Paulo; e terceiro, a consolidação do BRICS Plus[1].

Ademais, o possível estabelecimento de um Centro de Pesquisa em Vacinas do BRICS, a criação de um Fórum de Gênero e Mulheres, a formação de um Grupo sobre Manutenção da Paz e a fomentação de projetos do BRICS para o turismo, também foram questões abordadas durante a conferência.

As discussões sobre a quarta revolução industrial enfatizaram a importância dos BRICS nessa atual contexto de industrialização e crescimento impulsionados pela tecnologia. Essa nova dinamização das relações de produção tendem a favorecer os países mais desenvolvidos, devido ao seu maior acesso à tecnologia e à capacidade de inovação, e por isso, esses novos padrões podem ter impacto significante no crescimento das economias emergentes, visto que esses países, ainda permanecem na segunda ou no início da terceira fase da revolução industrial, como por exemplo, o caso do Brasil e da África do Sul. (CARTA CAPITAL, 2016)

Nesse sentido, foi estabelecida a Parceria do BRICS sobre a Nova Revolução Industrial (PartNIR), segundo a qual a quarta revolução industrial deve ser abordada de maneira colaborativa entre o BRICS, como também ser sustentada por uma agenda comum para o desenvolvimento, sendo importante a cooperação em áreas de energia, indústria, ciência, tecnologia e inovação, a fim de garantir a competitividade à indústria dos países em desenvolvimento dando mais eficiência as linhas de produção, frente a transformação que ganha corpo na Europa e nos Estados Unidos (BRICS, 2018, §56).

Em um contexto de instabilidades no sistema internacional no que se refere a práticas protecionistas de países do Norte, ficou claro durante a X cúpula a prioridade de questões como multilateralismo e barreiras comerciais. A posição contrária às medidas protecionistas não é uma novidade nas declarações do BRICS; no entanto, destaca-se o fato de que em Joanesburgo houve o primeiro comunicado conjunto após os embates comerciais entre China e Estados Unidos[2]. As lideranças presentes frisaram que as decisões unilaterais do governo Donald Trump põem em risco o crescimento da economia global, principalmente dos países em desenvolvimento. Por conseguinte, foi enfatizada a necessidade do cumprimento dos princípios e normas da Organização Mundial do Comércio (OMC), para evitar que os interesses de alguns países sejam colocados acima dos de outros.

Diante deste cenário, o presidente  Michel Temer pediu ao líder da China, Xi Jinping, que retire a sobretaxa sobre exportações brasileiras de açúcar e carne de frango no país. Ainda assim, o presidente brasileiro não obteve nenhum compromisso concreto do presidente chinês de rever as políticas[3]. (BBC, 2018)

No encontro foi estabelecido o acordo para a instalação do Escritório Regional das Américas do Novo Banco de Desenvolvimento do BRICS (NBD), cuja sede será em São Paulo, com inauguração prevista para 2019 e será voltado para financiamentos em infraestrutura. O Escritório Regional das Américas pretende estimular a prospecção e desenvolvimento de projetos no Brasil e região, particularmente “no financiamento de grandes obras, construção de ferrovias e modernização dos portos para baratear as exportações para a China, a Rússia e toda a África”, como afirma Alexandre Espírito Santo, economista-chefe da Órama Investimentos (Fagundes, 2018).

Além do mais, também foi assinado o acordo de cooperação na área de aviação regional, cujo propósito é promover troca de experiências nos setores de aeronáutica e de serviços de navegação aérea (PLANALTO, 2018).

Embora tenha se discutido a importância do estabelecimento de um Fórum de Gênero e Mulheres dos BRICS, da criação de um grupo sobre Manutenção da Paz e da possível cooperação do BRICS em projetos para o turismo, não houve avanço nestes temas. Outros acordos que se esperava finalizar não foram concluídos, entre eles a criação de um centro de pesquisa em vacinas e de cooperação para uso de imagens de satélites.

Durante o encontro os líderes do bloco prestaram uma pequena homenagem ao centenário do nascimento de Nelson Mandela destacando seus valores, princípios e sua contribuição para a luta pela democracia e pela promoção da paz em todo o mundo (BRICS, 2018). Além disso, o presidente sul-africano Cyril Ramaphosa, salientou a importância da cooperação Sul-Sul para o desenvolvimento da África, reafirmando que a aproximação com os BRICS possibilita uma nova via de cooperação e diversificação político-econômica para os países africanos.

A cúpula de Joanesburgo contou com a participação dos presidentes de Ruanda, Senegal, Gabão, Uganda, Etiópia, Togo, Zâmbia, Namíbia, Angola, Argentina, Indonésia, Egito, Jamaica, Turquia, o secretário-geral da ONU e o secretário da União Africana. O intuito de convidar outros Estados para a cúpula visa fomentar a cooperação entre países em desenvolvimento e ampliar as discussões sobre a conjuntura internacional. Essa iniciativa, relacionada ao processo de outreach do BRICS e desde a cúpula de Xianmen nomeada de BRICS Plus, tem sido defendida particularmente pelo governo chinês, e foi claramente continuada pelo governo da África do Sul neste ano.

Contudo, essa proposta levanta algumas questões: se a ampliação do BRICS reforçará a iniciativa original que deu ênfase à reforma das instituições internacionais – haja vista uma maior participação dos países BRICS nos processos decisórios internacionais – ou se tende a se transformar, numa plataforma econômica para os investimentos e trocas comerciais. Ora, tais questões, embora não sejam contraditórias, podem potencialmente apontar para rumos distintos que o bloco poderia acabar tomando nos próximos anos (CARVALHO, 2017).

Por fim, pode- se observar tensões e desafios vindos dos países BRICS frente às potências tradicionais. É notória, a reivindicação coletiva desses países, por reformas nas instituições financeiras multilaterais. Nesta cúpula, o BRICS insistiu na importância de uma economia global aberta e inclusiva, que permita a todos os países compartilhar os benefícios da globalização – consenso este que se coloca em clara oposição face ao que ocorreu na última cúpula do G7, marcada pela divergência de interesses entre o governo Trump e os demais países do grupo.

Considerações finais

Mesmo com os percalços econômicos nos últimos anos, o BRICS desempenha papel fundamental na economia mundial em termos de produção total, investimentos recebidos em bens de capital e de mercados de consumo. Embora haja diversos conflitos de interesse entre os países do BRICS, o grupo se tornou um mecanismo político diplomático significativo para reivindicação de seus propósitos no cenário internacional.

No que concerne a cúpula de Joanesburgo destacam-se a assinatura do acordo para a instalação do Escritório Regional das Américas do Novo Banco de Desenvolvimento do BRICS, em São Paulo, como também as discussões sobre avanços da quarta revolução industrial e suas implicações para as economias emergentes. Ademais é importante ressaltar o comunicado conjunto do BRICS contra as medidas protecionistas de países desenvolvidos. Nessa perspectiva, a partir da promoção do BRICS Plus, a X cúpula foi uma oportunidade para os líderes do bloco reafirmarem em Joanesburgo a aposta pelo multilateralismo e que se traduza em benefícios não só aos cinco membros, mas também para outros países em desenvolvimento.

Referências

BRICS bloc signs declaration reaffirming multilateral trade as per  wto rules. New York Times, 2018.  Disponível em: < https://www.nytimes.com/reuters/2018/07/26/world/26reuters-safrica-brics-declaration.html?rref=collection%2Ftimestopic%2FBRIC%20Group. Acesso em : 30 de jul. 2018

BRICS completa 10 anos com nova reunião.  Planalto, 2018. Disponível em: http://www2.planalto.gov.br/acompanhe-planalto/releases/2018/07/brics-completa-10-anos-com-nova-reuniao-de-cupula-na-africa-do-sul-1. Acesso em: 30 de jul. 2018.

BRICS. Johanesburg Declaration. Johanesburg, 2018. Disponível em: http://www.brics2018.org.za/sites/default/files/documents/johannesburg%20declaration%20-%2026%20july%202018%20as%20at%2007h11.pdf. Acesso em: 30 jul.2018

CARVALHO, Evandro.  BRICS Plus e o futuro da “agenda BRICS”. China Hoje, São Paulo, out. 2017. Disponível em: http://www.chinahoje.net/brics-plus-e-o-futuro-da-agenda-brics/. Acesso em: 17 de ago. 2018.

CÚPULA do BRICS pedirá apoio a organismos multilaterais. Correio braziliense, 2018. Disponível em:  https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/economia/2018/07/25/internas_economia,697255/cupula-do-brics-pedira-apoio-a-organismos-multilaterais.shtml. Acesso em: 30 de jul. 2018

EM fim de governo, Temer tem dificuldades em usar brics para melhorar imagem. BBC Brasil, 2018. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-44978742?ocid=socialflow_twitter. Acesso em: 30 de jul. 2018

EM reunião do brics temer pede fim da sobretaxa ao frango e ao açúcar. Globo, 2018. Disponível em: https://g1.globo.com/economia/noticia/2018/07/26/em-reuniao-do-brics-temer-pede-a-china-fim-da-sobretaxa-ao-frango-e-ao-acucar.ghtml. Acesso em: 30 jul. 2018.

Fagundes, Ernani. NDB, o banco dos Brics, e o BNDES terão papéis complementares no País. https://www.dci.com.br/economia/ndb-o-banco-dos-brics-e-o-bndes-ter-o-papeis-complementares-no-pais-1.728928

RAMOS, Leonardo;  LIMA, Marcos;  SINGI, José Luis; LOPES, Barbara. VII CÚPULA DOS BRICS: Êxito ou fracasso? Grupo de Pesquisa Potências Médias, Belo Horizonte, 2015.  Disponível em: https://grupoemergentes.wordpress.com/2015/08/07/vii-cupula-dos-brics-exito-ou-fracasso/ . Acesso em: 30 de jul.2018

TEMER fala em aproximação com a áfrica e deixa cúlpula do brics antes de terminar a reunião. Globo. 2018. Disponível em: https://g1.globo.com/politica/noticia/2018/07/27/temer-fala-em-aproximacao-com-a-africa-e-deixa-cupula-do-brics-antes-de-terminar-reuniao-com-africanos.ghtml. Acesso em: 30 jul. 2018.

X cúpula do brics começa hoje em joanesburgo. Carta Capital,2018. Disponíve em: h ttp://justificando.cartacapital.com.br/2018/07/25/x-cupula-do-brics-comeca-hoje-em-johanesburgo-na-africa-do-sul/. Acesso em: 30 de jul.2018

WELLE, Deustch. Brasil precisa se adaptar a mundo menos centrado no ocidente. Carta Capital, 2018. Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/internacional/brasil-precisa-se-adaptar-a-mundo-menos-centrado-no-ocidente. Acesso em: 30 de jul. 2018.

WOLF , Paulo José;  OLIVEIRA, Giuliano. Fórum Econômico Mundial: os desafios da “Quarta Revolução Industrial. Carta Capital, São Paulo, 2016. Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/blogs/blog-do-grri/forum-economico-mundial-os-desafios-da-quarta-revolucao-industrial. Acesso em: 17 de ago. 2018

[1] A ideia foi proposta pelo o Ministro chinês de Relações Exteriores, Wang Yi, durante a IX Cúpula do BRICS em Xiamen, China. O objetivo é construir uma parceria mais ampla, mantendo diálogos com outros países em desenvolvimento, para transformar o grupo em uma plataforma mais ativa para a cooperação Sul-Sul. Disponível em: http://br.rfi.fr/mundo/20170420-linha-direta-china-brics-plus. Acesso em: 17 de ago. 2018

[2]O estopim da tensão ocorreu quando os EUA impuseram tarifas de 25% sobre a importação de aço e 10% sobre o alumínio de diversos países. O que levou a China a recorre na Organização Mundial do Comércio (OMC). Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-44745494. Acesso em: 30 jul. 2018

[3] Disponível em: <https://www.bbc.com/portuguese/brasil-44978742&gt;. Acesso em: 30 jul.2018

 

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Participação do professor Leonardo Ramos no programa Horizonte Debate na TV Horizonte

O professor Leonardo Ramos, membro do GPPM, participou do programa Horizonte Debate, na TV Horizonte, tratando sobre os 10 anos dos BRICS.

Para assistir à participação do professor no programa, clique aqui

 

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Chamada de Artigos/ Call for Papers Seminário Internacional Sino-Brasileiro: Economia e Desenvolvimento

Estão abertas as inscrições para submissão de artigos para o Seminário Internacional Sino-Brasileiro: Economia e Desenvolvimento que ocorrerá nos dias 23 e 24 de novembro de 2018. O evento faz parte das comemorações de 5 anos do Instituto Confúcio em Pernambuco e será realizado em parceria com o Instituto de Estudos da Ásia (UFPE), a Universidade de Pernambuco (UPE) e a Universidade Central de Finanças e Economia da China (CUFE).

Até 30 de setembro estudantes de programas de mestrado e doutorado podem submeter seus resumos através do e-mail ieasia.ufpe@gmail.com. O evento será realizado em inglês, logo os trabalhos deverão ser apresentados em inglês.

Regras para submissão de papers:

• Resumo estendido de até 2 páginas (normas completas no anexo);
• Data limite para submissão dos resumos: 30 de setembro de 2018;
• Data de divulgação da seleção: até 03 de outubro de 2018;
• Papers completos deverão ser submetidos através do e-mail ieasia.ufpe@gmail.com até o dia 01 de novembro de 2018.

Para maiores informações clique aqui

Nenhum texto alternativo automático disponível.

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Lançamento do Livro ‘A expansão econômica e geopolítica da China no século XXI’

O livro A expansão econômica e geopolítica da China no século XXI organizado pelo Professor Javier Vadell, Coordenador do GPPM, foi lançado e está disponível para compra.

Com o objetivo de analisar as múltiplas e complexas dimensões deste processo, a partir do olhar de acadêmicos nacionais e internacionais, o livro aborda as relações da China com os Estados Unidos da América, com a União Europeia, com a América Latina e o Caribe, com a África e, especificamente, com o Brasil.

Para saber mais e comprar o livro clique aqui.

Resultado de imagem para poster

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Entrevista do professor Leonardo Ramos concedida Faculdade de Ciência Política e Relações Internacionais da Universidade Nacional de Rosario

O professor Leonardo Ramos, membro do GPPM, concedeu uma entrevista à Faculdade de Ciência Política e Relações Internacionais da Universidade Nacional de Rosario onde tratou da China, sua expansão e sua relação com Argentina e Brasil.

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

2° Seminário Pesquisar China Contemporânea

Realizado pelo Grupo de Estudos Brasil-China da Unicamp nos dias 26 e 27 de abril, o 2º Seminário Pesquisar China contemporânea contou com transmissão online cujos vídeos podem ser encontrados no perfil do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas no Youtube.

Um dos painéis apresentados contou com a fala do Professor Javier Vadel, Coordenador do GPPM, sobre o Fórum China-CELAC e o novo regionalismo para um mundo multipolar, apresentado n dia 26/04.

Para assistir às apresentações, clique aqui

 

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

2º Seminário Pesquisar China contemporânea

O Grupo de Estudos Brasil-China da Unicamp realizará o 2º Seminário Pesquisar China Contemporânea.

O evento é gratuito, aberto ao público e será realizado nos dias 26 e 27 de abril, no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp das 09h às 18h.

No seminário serão apresentados 26 trabalhos de pesquisa além de 6 conferencistas e professores renomados com pesquisas sobre China.

Um dos painéis contará com a fala do Professor Javier Vadell, Coordenador do GPPM, versando sobre o Fórum china-CELAC e o novo regionalismo para um mundo multipolar: desafios da Cooperação Sul-Sul no dia 26/04

Para mais informações sobre o Seminário, clique aqui

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Entrevista a Rafa Domínguez y Giuseppe Lo Brutto, coordinadores del Gi-CSS

RAFAEL DOMÍNGUEZ MARTÍN

  • Lugar y fecha de nacimiento: Santander, España, 10 de febrero de 1963
  • Cargo e institución de trabajo: Director del Grupo de Investigación Desarrollo Humano y Cooperación Internacional (Cátedra COIBA), Departamento de Economía, Universidad de Cantabria
  • Especialidades en estudios del desarrollo: economía política de la ayuda, cooperación Sur-Sur, estudios críticos del desarrollo, historia del pensamiento sobre el desarrollo
  • Un obra de los estudios del desarrollo que recomendarías: Paul A. Baran (1962). Economía política del crecimiento. Fondo de Cultura Económica, México (a pesar de la fecha es de una actualidad rabiosa).
  • Hipervínculo a página web personal o CV: http://unican.academia.edu/RafaelDomingur

 

GIUSEPPE LO BRUTTO

  • Lugar y fecha de nacimiento: Mussomeli, Italia, 15 de octubre de 1981
  • Cargo e institución de trabajo: Profesor-investigador titular de tiempo completo en el Posgrado en Sociología del Instituto de Ciencias Sociales y Humanidades “Alfonso Vélez Pliego” (ICSyH) de la Benemérita Universidad Autónoma de Puebla (BUAP).
  • Especialidades en estudios del desarrollo: Sociología Política y del Desarrollo; Cooperación Sur-Sur; Estudios con perspectiva crítica del desarrollo.
  • Un obra de los estudios del desarrollo que recomendarías: Sunkel, O., & Paz, P. (1999). El subdesarrollo latinoamericano y la teoría del desarrollo. Siglo xxi.
  • Hipervínculo a página web personal o CV: https://buap.academia.edu/GiuseppeLoBrutto

 

  1. Rafa, Giuseppe, trabajáis en el ámbito de los Estudios del Desarrollo en México y en España, ¿podéis hacer una valoración y/o comparación del estado de los Estudios del Desarrollo en ambos países, a nivel de reconocimiento académico, implantación e interés social, apoyo financiero público, etc.?

En España, los Estudios del Desarrollo han crecido en torno a los Master y Doctorado en Cooperación y Desarrollo, y en los márgenes disciplinarios, principalmente, de los Departamentos de Economía. El reconocimiento académico dentro de ese ámbito es bajo, ya que los Estudios del Desarrollo son interdisciplinarios y, por tanto, heterodoxos. El interés social en España también es bajo, como consecuencia de haberse dejado en manos de las ONG la educación para el desarrollo (estrategia estrepitosamente fracasada, como se comprobó con los recortes de la AOD desde que empezó la crisis, sin que hubiera ninguna respuesta social) y el desentendimiento de la AECID y sus satélites del papel de la Universidad como actor estratégico de cooperación. El apoyo financiero desapareció durante los peores años de la crisis y las pocas acciones que se empiezan a retomar son insuficientes para recuperar el tiempo, el esfuerzo y los recursos humanos perdidos y, en gran medida, desperdiciados.

En México, varias universidades públicas (Universidad Nacional Autónoma de México, Benemérita Universidad Autónoma de Puebla, Universidad de Guadalajara, Universidad Autónoma de Chiapas, Universidad Autónoma Metropolitana, Universidad Autónoma de Zacatecas, Universidad Autónoma de Tlaxcala Universidad Autónoma de Chapingo) y centros o institutos públicos a nivel nacional se han destacado por su interés en los Estudios del Desarrollo, lo que llevó a la creación en 2014 de la Red Mexicana en Cooperación Internacional para el Desarrollo (REMECID). Con las políticas neoliberales y las recientes medidas de austeridad, los Estudios de Desarrollo han perdido apoyo financiero público, pese al interés público que suscita el desarrollo económico, social y ambiental tanto a nivel federal, como estatal y local.

  1. Ambos coordináis el Grupo de Investigación de REEDES sobre Cooperación Sur Sur e integraciones regionales (Gi-CSS), siendo un grupo realmente activo. ¿Cómo valoráis la vida del grupo desde su nacimiento y cómo creéis que desde una asociación como REEDES podríamos maximizar el apoyo que ofrecemos?

Desde 2015 en que se creó el grupo, éste ha ido creciendo en miembros (20 actualmente) y actividades. A lo largo de estos 3 años se han publicado dos dossier sobre CSS (uno en la Revista Iberoamericana de Estudios del Desarrollo y otro en Estudos Internacionais: Revista de Relações Internacionais da PUC Minas) y hay ya otro en proceso de evaluación en la Carta Internacional, que es el revista de la Asociación Brasileña de Relaciones Internacionales, así como un nuevo libro de la Serie “Debates RIACI”, que se titulará La constelación del Sur: lecturas histórico-críticas de la Cooperación Sur-Sur, edición que será supervisada por tres miembros del GI-CSS. Hemos realizado también el Primer Concurso Internacional de Ensayo para Jóvenes Investigadores de América Latina y Europa “Otras Voces, Otros Ámbitos” que ha tenido una óptima participación y difusión. Finalmente, se han llevado a cabo tres encuentros del grupo: en mayo 2015 en la Universidad de Cantabria, organizado por la Cátedra COIBA; en julio 2016, en el marco del III Congreso Internacional de Estudios del Desarrollo de REEDES en la Universidad de Zaragoza; y en septiembre de 2017 en el ICSyH/BUAP en Puebla. Colateralmente, se han intensificado las relaciones interinstitucionales con otras redes como RIACI o REMECID. A la fecha, desde Puebla se ha coordinado la publicación de 37 boletines mensuales del grupo. El apoyo financiero de REEDES para dar continuidad a las actividades (tanto los encuentros, como la publicación de los resultados de investigación) resultará importante en el futuro.

  1. El pasado mes de septiembre, el Gi-CSS organizó su III Encuentro Internacional en la ciudad mexicana de Puebla. Rafa, ¿podrías hacernos una breve presentación de tu ponencia, centrada en la vuelta de la CSS a sus orígenes?

La idea fuerte de la ponencia es que China, como nuevo líder de la CSS, está construyendo un régimen internacional de cooperación que competirá inicialmente con el del CAD, para acabar sustituyéndolo en un plazo de no más de una década. Para ello, uso un marco teórico integrado, que hibrida la teoría de los regímenes internacionales mediante el realismo moral chino de Yan Xuetong, tomo en cuenta el contexto de transición hegemónica (donde China, que se graduará en desarrollo no más allá de 2022, acabará sustituyendo a EEUU como hegemón), y sistematizo la evidencia empírica que apoya la tesis predictiva: China ya dispone del pilar financiero para la construcción del régimen internacional (el Banco Asiático de Inversión en Infraestructuras, donde China tiene asegurado el poder de veto); China dispone del instrumento de financiación ampliada del desarrollo (al que está imitando el CAD con el TOSSD), en forma de los paquetes integrados de ayuda, comercio e inversión (pública y privada); China está participando activamente en la creación del sistema de monitoreo y evaluación (así como en la generación de estándares sociales y ambientales) de sus proyectos y programas de cooperación; China acaba de internacionalizar su enfoque basado en derechos (que da prioridad a los derechos humanos de segunda y tercera generación: el derecho a la subsistencia como derecho económico y social y el derecho al desarrollo); y China dispone de un aparato académico-ideológico muy potente y recién fortalecido por varios nuevos think tanks para legitimar toda esa operación (empezando por su doctrina de la cooperación para la transformación estructural del anterior economista jefe, y por tanto, vicepresidente, del Banco Mundial, Justin Yifu Lin).

  1. ¿Y en tu caso, Giuseppe, sobre el papel de la CSS de China en Latinoamérica?

China representa el centro de una transformación histórica epocal del sistema mundo contemporáneo, y la influencia de sus dinámicas de cooperación en la región latinoamericana están sujetas a un debate sobre la orientación ideológica vs. el pragmatismo del relacionamiento de este país con América Latina.

La hipótesis de trabajo que estoy considerando en mi investigación es que ni las orientaciones ideológicas opuestas entre países de la región ni los cambios de orientación ideológica de los gobiernos del mismo país (como muestran los casos de Chile, Argentina y Brasil) condicionan la cooperación del gigante asiático en la región, que tiene una vocación estratégica. Para comprobar dicha hipótesis, considero importante el análisis de las relaciones China-América Latina entre 2005 y 2016, partiendo de los dos Libros Blancos que han marcado la estrategia de China con América Latina. Sucesivamente, me parece de suma importancia estudiar la triangulación de China, EEUU y América Latina ante el cambio de orientación internacional de la presidencia de EEUU hacia posiciones aislacionistas, la nueva política exterior más asertiva de Xi Jingpin y las próximas convocatorias electorales presidenciales de México y Brasil en 2018, que pueden acabar con el supuesto fin del ciclo progresista e inaugurar una nueva era de autonomía en la política exterior de la región.

  1. Recientemente, ambos habéis participado en el libro Historia de la cooperación internacional desde una perspectiva crítica, editado por la RIACI. ¿Qué aporta esta publicación, frente a otros libros sobre la historia de la cooperación internacional?

El libro es una aportación original a los estudios sobre la cooperación internacional, tanto por su enfoque crítico como por la perspectiva histórica que permea los distintos textos que lo componen. Recupera la memoria histórica del régimen internacional de la ayuda, a la vez que ofrece una mirada crítica sobre los procesos de construcción de este régimen, sus actores o su métrica, rescatando los teóricos olvidados. Asimismo, transmite a los estudiantes una buena dosis de escepticismo metodológico con respecto a las “nuevas” agendas, instrumentos, modalidad y actores, de manera que busca predisponerlos contra el bombardeo ideológico por saturación que realiza el CAD y su industria de la ayuda. En definitiva, el libro permite analizar el régimen internacional de la ayuda y sus supuestos objetivos desarrollistas fuera de la caja teórica (muchas veces implícita) de la resolución de problemas de los Estudios del Desarrollo (en realidad, nosotros apostamos al marco de la Economía política del desarrollo internacional, que tiene una larga tradición en América Latina y, a diferencia de los Estudios del Desarrollo, está libre del pecado original colonialista) y de la interdependencia de las teoría de las Relaciones Internacionales.

Fonte: REEDES 

 

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Conversa Afiada: Nogueira Batista – o que a China quer?

O que a China quer?

Observatório de Relações Internacionais da UFOP

Depois de mostrar que foi o presidente do Banco Central do Brasil, Ilan Goldfajn quem exigiu sua demissão do Banco dos BRICS, o NBD, o economista Paulo Nogueira Batista, que conviveu com autoridades chinesas no FMI e viveu em Shangai dois anos, discute a estrategia (de longo prazo) da China. O que a China quer. Como age. A China foi às compras. E o Brasil? É o segundo capitulo (de três) de uma entrevista imperdível com Nogueira Batista.

Ver o post original

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário